NO AI ACT · Português
AI Act na sala de aula: investigar casos e fundamentar decisões
Esta atividade liga o Regulamento Inteligência Artificial a uma tarefa concreta: analisar provas incompletas, propor uma medida e rever a conclusão. A duração de 60 minutos é uma sugestão de planificação, não uma regra imposta pelo jogo.
01Objetivos e conhecimentos prévios
A proposta tem três objetivos observáveis: descrever a finalidade de um sistema, identificar as pessoas afetadas e fundamentar uma medida com provas concretas. Não é necessário saber programar para a realizar. Começa por perceber que ideias o grupo associa à inteligência artificial e que termos precisam de esclarecimento. Adapta a exigência e a quantidade de leitura à turma. Trata-se de uma proposta de trabalho, não de uma atividade cuja eficácia tenha sido demonstrada experimentalmente nem de uma prova de certificação.
02Preparar os materiais e escolher a língua
Escolhe um dossiê de NO AI ACT e lê-o antes da sessão. O jogo está disponível em italiano, inglês e francês, não em português; confirma se a turma consegue trabalhar na língua escolhida. Caso contrário, utiliza em papel o exemplo fictício desta página. É suficiente uma folha por par e a informação do caso. Não são necessárias contas nem listas de nomes. Não uses candidaturas, classificações escolares ou dados pessoais reais para dar realismo ao exercício: documentos inventados permitem discutir os mesmos problemas de fundamentação.
03Uma sequência possível para 60 minutos
Minutos 0–10: explicar o que faz o sistema sem recorrer ao nome comercial. Minutos 10–25: ler os documentos e separar factos de suposições. Minutos 25–40: formular em pares uma hipótese de risco e uma medida fundamentada. Minutos 40–50: outro par apresenta uma interpretação alternativa ou identifica informação em falta. Minutos 50–60: rever a conclusão e explicar qual foi a prova decisiva. Ajusta os tempos à leitura do grupo. Trabalhar um caso com atenção é preferível a concluir vários sem discutir a argumentação.
04Ficha de trabalho para copiar para uma folha
Organiza quatro campos: finalidade e decisão; pessoas afetadas e consequências; provas disponíveis; perguntas em aberto. Acrescenta duas frases: «Propomos esta medida porque o documento… mostra que…» e «Mudaríamos de opinião se…». Ao citar uma prova, regista também o que ela não permite concluir. Um valor de precisão não esclarece, por si só, quem pode corrigir uma decisão. A ficha organiza a discussão; não é enviada ao projeto e não exige a introdução de respostas num formulário.
05Caso fictício para começar
Uma empresa recebe 30 candidaturas. Uma ferramenta ordena os documentos e recomenda uma lista; a equipa de recrutamento lê apenas as primeiras cinco. Uma mensagem interna levanta dúvidas sobre a forma como são consideradas as interrupções no percurso profissional. Pergunta se as restantes candidaturas são revistas, que dados influenciam a ordenação e quem pode detetar um erro. Não escolhas uma categoria apenas por aparecer a expressão «IA». Este é um cenário criado para a atividade, não uma descrição de uma empresa real nem a reprodução de um dossiê específico do jogo.
06Discussão final e avaliação formativa
Analisa separadamente se a prova sustenta a afirmação, se a medida responde ao problema descrito e se o par reconhece as suas incertezas. Duas interpretações diferentes podem estar bem fundamentadas; importa perceber que informação seria necessária para decidir entre elas. Pede a revisão de uma única frase e pergunta por que foi alterada. Os contadores agregados do jogo não servem para atribuir classificações individuais. A atividade não certifica conhecimentos nem demonstra o cumprimento das obrigações de uma escola ou organização.
07Continuar a aprender sem transformar o exercício em parecer
As páginas sobre literacia em IA, categorias de risco e recrutamento permitem aprofundar perguntas distintas. Usa a atividade para aprender a formulá-las, não para autorizar um produto real. Quando uma organização pretender utilizar um sistema, será necessário examinar a finalidade, as responsabilidades e as regras aplicáveis. A ficção do jogo simplifica deliberadamente situações complexas. Mantém essa diferença explícita ao apresentar as conclusões e ao escolher a informação que pode ser partilhada com a turma.
